Enquanto isso, no avião, a caminho da Romênia, Miguel pega um caderno e começa a escrever.
“Dizem que os vampiros são imortais, mas sei que ninguém é imortal, senão o Inominável. Para disciplinar ou para uma contínua chance, alguns entre os mais poderosos seres do Universo dos mortais tem vida prolongada, mas como não sei quando deixarei de existir, gosto de relatar o que vivi.
Estou a caminho da Transilvânia, para um encontro com um dos mais famosos vampiros de todos os tempos. Isso por causa de um livro, que retrata a história de seu fim, ainda que deturpada. O que o livro não relata é que a morte, para Drácula não foi o fim!
O tempo passou, Mina ficou idosa, durante toda sua vida, ela viveu um casamento infeliz com Jonathan Harker, que não tardou a descobrir que o nome de seu próprio filho fora dado em homenagem ao vampiro que venceu. Por isso, todos passaram a conhecer seu filho pelo seu segundo nome, Miguel.
Três décadas após a morte do Conde vampiro por quem se apaixonou, a viúva Mina chama seu filho e lhe conta detalhadamente toda a sua história. Tudo que viveu e também tudo que Drácula lhe contou. Então Mina realiza seu grande pedido, ela pede para seu filho se tornar um imortal como seu amado.
E foi assim que começou a minha história! Foi assim que eu deixei de ser o simples filho de Jonathan Harker para me tornar o vampiro que sou hoje!”
Enquanto isso, no Rio de Janeiro, após um dia exaustivo, Adda chega em casa e se lembra que havia prometido começar sua aula de Moay Thay no centro de lutas do pai de Matheus. Ela se apressa para se arrumar e ir até o Clube.
Ao chegar, nota que Matheus está ansioso, lhe esperando.
_ Adda, que bom que você veio! _ Diz ele, com os olhos brilhando.
_ Então, se eu quero ser uma mulher independente, tenho que aprender a me defender. _ Pontua ela.
_ Serei seu instrutor, na verdade sou o instrutor da turma. Infelizmente, temos apenas meninos, mas será uma honra, tê-la como a primeira mulher nesta turma. _ Diz ele, totalmente sorridente.
A aula começa e Adda tenta se dedicar o máximo possível. Ao final da aula, ela se apressa para tomar banho e se arrumar para ir para a aula. Matheus lhe oferece carona para a faculdade e desta vez, Adda aceita.
Enquanto isso, em Ponta Porã, Muller recebe o Jornal Líder News e observa a capa com a imagem do Papa Católico Romano, João XXIII, falecido na última segunda-feira e lamenta:
_ O representante de Deus na terra está morto! Vivemos tempos difíceis!
Muller acende seu charuto e começa a ler a matéria:
“Na última semana faleceu Angelo Giuseppe Roncalli, conhecido em todo o mundo como João XXIII, NATURAL DE Sotto II, em 25 de novembro de 1881, foi o Pai católico dos últimos seis anos.
Giuseppe, ou João XXIII, como se autodenominou quando assumiu o posto de Pai de Roma, pertencia à Ordem Franciscana Secular (OFS) e escolheu como lema papal: Obediência e Paz.
João XIII se tornou sacerdote católico em 1904, iniciou a sua vida sacerdotal na Itália, onde foi secretário particular do bispo de Bérgamo, D. Giacomo Radini-Tedeschi (1905-1914), professor do Seminário de Bérgamo e estudioso da vida e obra de São Carlos Borromeu, capelão militar do Exército italiano durante a Primeira Guerra Mundial e presidente italiano do “Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé” (1921-1925).
Em 1925, sendo já um arcebispo-titular, iniciou-se a sua longa carreira diplomática, onde esteve na Bulgária como visitador apostólico entre 1925 e 1935, e posteriormente à Grécia e Turquia como delegado apostólico entre 1935 e 1944, e em seguida a França como núncio apostólico entre 1944 e 1953.
Em todos estes países, ele destacou-se pela sua enorme capacidade conciliadora, pela sua maneira simples e sincera de diálogo, pelo seu empenho ecuménico e pela sua bondade corajosa em salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 1953, foi nomeado cardeal e Patriarca de Veneza. Foi eleito Pai da Igreja em 28 de outubro de 1958.
Considerado inicialmente um Papa de transição, depois do longo pontificado de Pio XII, ele convocou, para surpresa de muitos, o Concílio Vaticano II, que visava a renovação da Igreja e à formulação de uma nova forma de explicar pastoralmente a doutrina católica ao mundo moderno.
No seu curto pontificado de cinco anos escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater et Magistra (Mãe e Mestra) e a Pacem in Terris (Paz na Terra).
Devido à sua popular bondade, simpatia, sorriso, jovialidade e simplicidade, João XXIII era aclamado e elogiado mundialmente como o “Papa bom” ou o “Papa da bondade“.”
Ao final da matéria, Thomaz Muller desabafa:
_ Até que para um grupo de protestantes, eles foram pontuais com a história do santo padre. _ Em seguida, ele reflete e conclui: _ Talvez porque Madm esteja viajando e esta história foi escrita por um jornalista católico. Se ele estivesse por aqui, farias críticas ao homem de Deus, não tenho dúvidas.