Alguns dias após a premiação, Virginia Pepper Potts pega o a Vanity Fair, revista a qual trabalha Christine Everhart e observa a capa com uma foto de Tony recebendo o prêmio de personalidade do ano com o título: “A América premia o financiador da morte”.
Após abrir a revista e ler seis páginas com um resumo completo sobre Tony como gênio, herdeiro bilionário, empresário de sucesso, vê as duas últimas páginas com críticas pesadas de Everhart, justificando o título da matéria.
Peppers percebe que em seu enorme artigo de oito páginas, Everhart não se resume apenas a criticar Tony, mas a ideologia americana que se baseia em produção de riquezas através da exploração das vidas dos soldados americanos e vidas estrangeiras.
Em seu artigo, Everhart não se resumiu a colocar Tony como símbolo da indústria americana que sobrevive às custas das desgraças de todos, mas faz uma analogia do comportamento estadunidense durante as duas primeiras guerras mundiais, sempre financiando um dos lados em conflitos regionais distantes de seu território, e somente em últimos casos, entrando na guerra de forma direta.
_ Se não fosse o envolvimento do Tony neste artigo, eu até aplaudiria você, vadia sem ética. _ Desabafa Peppers, sozinha em sua sala.
Irritada, ela deixa sua sala e adentra a sala de Tony, jogando a revista em suas mãos e disparando:
_ Eu não posso dar palpites em seus relacionamentos, mas eu vou advertir mais uma vez que o senhor precisa analisar quem são as vadias que leva para cama, pois muitas delas o usam para ganhar destaque passando-se por mulheres empoderadas, quando na verdade não passam de prostitutas de primeira classe que são capazes de vestir qualquer personagem pela fama.
Tony olha a revista, folheia ela, sorri e aplaude Peppers, dizendo:
_ É exatamente isso! Você é perfeita, Peppers!
Viriginia se irrita e diz:
_ Acho que o senhor não entendeu o que eu quis dizer! O senhor precisa parar de dar espaço para pessoas como Christine Everhart, que usam sua cama como trampolim para um possível sucesso em suas carreiras, prejudicando a sua imagem.
Tony larga a revista em cima da mesa, se levanta, abraça Peppers e diz:
_ Conhecendo como os jornalistas são, se eu não tivesse sido carinhoso com Everhart, se eu não tivesse a agradado, seriam 8 ou dez páginas me comparando com Satanás! Como eu fui ótimo naquilo que faço, ela me elogiou em 70% do texto, e no final, se alguém tiver paciência para ler o final, ela finge ser uma defensora ardente da paz com remorsos por desfrutar de uma qualidade de vida tremenda explorando a falta de pensamento autêntico de seus leitores.
Virginia balança a cabeça negativamente e indaga:
_ O senhor não vai mudar, correto?
_ Vou! Ligue para Everhart e diga a ela que como ela acha que eu lucro com a guerra de longe, ela vai se surpreender e antecipe a ela, que eu farei os testes do Jhericó pessoalmente, no Vietnã. _ Dispara Tony.
_ Sr. Stark, eu não farei isso. _ Adverte Peppers.
_ Eu sei, então se resuma a chamar o Hogan para me levar para uma reunião agora com o Roodes, e quanto a Everhart, eu defendo a liberdade de imprensa, então, se quiser ligar para ela me visitar e comemorar o excelente artigo dela, fique à vontade.
_ Tony, você não presta! _ Dispara Peppers, sorrindo.
Alguns minutos depois, Tony entra em seu carro, dirigido por Happy Hogan, que indaga:
_ Sr. Stark, me perdoe, mas a Peppers estava nervosa.
_Ah, sim, eu imagino que ela esteja preocupada com minha possível viagem para o Vietnã. Peppers gosta muito de mim e teme que algo possa ocorrer comigo. _ Diz Tony.
_ Fique tranquilo Sr., enquanto estiver fora eu estarei o máximo do tempo que puder dizendo a ela que tudo dará certo e nenhum mal o atingirá.
_ Serei grato, meu amigo. _ Confessa Tony.