
Dourados, MT, 1963.
O sol avança em direção ao oeste no céu do sul do Mato Grosso, tingindo com suavidade o céu com tons de roxo e dourado, enquanto a brisa fresca acaricia as ruas calmas.
A bordo de sua camionete C-10 vermelha, William estaciona diante de uma clínica elegante, com paredes brancas e janelas amplas, na cidade de Dourados, a cerca de 110km de Ponta Porã.
William e Ângela descem e, após adentrarem a clínica, são rapidamente encaminhados para serem atendidos pelo médico, um homem de pele pálida, cabelo loiro, penteado com elegância e olhos penetrantes, reminiscentes de uma figura atemporal, que os recebe.
Após cumprimentá-los, ele diz:
— Bem-vindos. Estou surpreso com o que me contaram por telefone, vou acelerar os exames para que o resultado saia amanhã mesmo.
Ângela, segurando a mão de William, relata com entusiasmo:
— Obrigada, Dr. Cullen, eu só sei que, de repente, parei de sentir toda dor. Acredito estar curada!
Dr. Cullen responde com um tom cético:
— Curas milagrosas não existem. Mas fiquem à vontade enquanto preparo tudo.
Ele se retira e, em uma sala separada, conversa com alguém por telefone:
— Parece que o Miguel entrou em ação e curou os familiares da namorada. — Após ouvir algo, ele segue sua conversa. — Não, ele não se revelou a ninguém. Está tudo tranquilo. Vamos averiguar, mas parece que ele apenas curou a cunhada. — O Dr. Cullen silencia por alguns instantes e conclui: — Não sei se o Drácula está a par de tudo isso, mas vamos continuar analisando. Por hora, não temos nada certo contra ele.
Mín. 14° Máx. 21°